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Biografia

caracas_ venezuela_ 1923-2019

www.cruz-diez.com

Cruz-Diez é considerado um dos principais expoentes da arte contemporânea. Iniciou sua pesquisa sobre a cor junto ao movimento cinético dos anos 1950-1960. O desenvolvimento de sua reflexão plástica ampliou nosso entendimento sobre a cor, demonstrando que a percepção do fenômeno cromático não está associada à forma. Cruz-Diez concebeu essa proposição no que ele qualifica como estruturas espaciais, “cromoestruturas” ou suportes para eventos cromáticos, dando origem ao que conhecemos como “Fisicromia”, “Transcromia”, “Indução Cromática”, “Cor Aditiva” e “Cromosaturação”. Em suas obras, demonstra que a cor, ao interagir com o espectador, converte-se em um acontecimento autônomo capaz de invadir o espaço sem o recurso da forma, sem anedotas, desprovida de símbolos.

Foi premiado na França, na Argentina e na Venezuela, e suas obras estão em diversos acervos: Archer M. Huntington Art Gallery, University of Texas (Austin); Casa de las Américas (Havana); Collection of Latin American Art, University of Essex (Colchester); Daros Latinamerican Collection (Zurique); Museum of Modern Art (Nova York); Irish Museum of Modern Art (Dublin); Josef Albers Museum Quadrat Bottrop; Musée d’Art Contemporain de Montréal; Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris; Musée national d’art moderne – Centre Georges Pompidou (Paris); Museo de Arte Contemporáneo (Bogotá); Museo de Arte Contemporáneo de Caracas Sofía Imber; Museo de la Solidaridad Salvador Allende (Santiago); Museum of Contemporary Art (Sydney); Museum of Fine Arts, Houston; Museum of Modern Art (Sydney); Muzeum Sztuki (Lodz); National Taiwan Museum of Fine Arts (Taichung); Neue Pinakotheke (Munique); Palais de l’Unesco (Paris); Sonja-Henie Museum of Modern Art (Hovikodden); Tate Gallery (Londres); The Blanton Museum of Art (Austin).

No Brasil, suas obras estão no acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A Galeria Raquel Arnaud representa Cruz-Diez desde 1983, e apresentou obras inéditas do artista no país nas exposições: Cruz-Diez – A Cor no Espaço em 2007 e Cruz-Diez: circunstância e ambiguidade da cor em 2012.

currículo

Exposições

Textos

O ‘suporte estático na pintura’, enquanto conceito, tem acompanhado a expressão plástica através dos séculos. Foi a solução imaginada pelo homem para deter o tempo e registrar a natureza efêmera de um instante. A pintura sobre o plano é, portanto, símbolo de permanência e eternidade.

As “Cores Aditivas” e as “Induções Cromáticas” propõem outra solução, uma que integra a noção de tempo e espaço reais ao ‘plano estático’. Nessas obras se produz um acontecimento cromático que evolui continuamente com a movimentação do espectador e com a mudança da luz, em contradição com a natureza e os cânones do espaço pictórico tradicional.

São obras planas e estáticas que evoluem e se modificam em uma dialética de espaço e tempo entre o espectador e a obra, evidenciando a ambiguidade da cor, que se cria e evolui fora do suporte pintado.

Eu trabalho no limite da ‘visão normal’, não para causar ‘efeitos’. Busco pôr em evidência circunstâncias inéditas – mas reais – da visão, com o propósito de estabelecer outra relação de conhecimento.

A linha não é um elemento estético, é o meio mais eficaz que eu pude encontrar para multiplicar as zonas críticas de visão entre dois planos de cor, com o objetivo de gerar gamas de cor novas e instáveis.