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Biografia

belo horizonte_ mg_ 1947_ vive e trabalha em são paulo

www.romulofialdini.com

Autodidata, inicia a carreira profissional em 1970, como assistente do fotógrafo Luiz Hossaka, no Museu de Arte de São Paulo. Permanece na instituição até 1974, onde produz imagens para catálogos, livros e para o arquivo de documentos de Lina Bo Bardi. A partir dessa data, trabalha como freelancer nas áreas editorial e de publicidade, tornando-se especialista no campo de reproduções de obras de arte.

Paralelamente, desenvolve ensaios em preto-e-branco enfocando a arquitetura e a paisagem urbana de metrópoles como São Paulo, Nova York, Chicago e Montevidéu. Entre as mostras individuais, destaca-se Chicago, realizada em 1995, na Galeria Fotoptica, na capital paulista. Participa de exposições coletivas desde a década de 1970, entre as quais se destacam Bienal Nacional 76 (Fundação Bienal, São Paulo, 1976), 1ª Quadrienal de Fotografia (MAM, São Paulo, 1985) e Miroir Rebelle, apresentada em Paris e no Rio de Janeiro (1986). Em 2003, integrou o Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM. Suas fotos encontram-se conservadas no Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. A Galeria Raquel Arnaud representa o artista desde 2011.

currículo

Textos

O percurso do fotógrafo Romulo Fialdini surpreende por um desejo de explorar e registrar as formas da interação humana com o mundo – a arquitetura, as tramas e dispositivos urbanos, os caminhos, o modo como nos comunicamos e sobrevivemos – distinguindo as coisas de sua aparência e justificando essa ideia através da fotografia.

Esse breve itinerário de tempos recolhidos das tessituras de tantas cidades visitadas pelo fotógrafo são ecos e registros de um caminhar solitário, são como uma pausa ao ritmo do consumo das imagens rápidas, do tempo acelerado e do colapso contemporâneo. As imagens de Romulo Fialdini revelam a potência de vivenciar geometrias de lugar e tempo e propiciam outros tantos desenhos do que parecia conhecido, óbvio, cotidiano.

Seus procedimentos imagéticos compreendem deambulações urbanas casuais e, por vezes, um caminhar atento em busca da imprevisibilidade dos vazios inomináveis, das arquiteturas inimagináveis, das faces pitorescas e anônimas que povoam alguns retratos. Assim, singulariza aquilo que já se encontra presente na paisagem e nas relações com os lugares, ainda que como intuição ou memória, tornando urgente um olhar mais demorado, desafiando aos predicados das imagens. Pensei que fosse só eu é o testemunho de um atravessamento, de uma transformação da experiência espacial em imagem.