Alberto Martins | Lascas

De 05 de Novembro de 2016 a 21 de Janeiro de 2017

alberto martins

Abertura 05 de Novembro, às 12h

A partir de chapas de metal pintadas de preto ou em estado natural e pranchas de madeiras com sulcos variados, a exposição "Lascas" de Alberto Martins traz cerca de 15 trabalhos inéditos que aprofundam as investigações do artista no que diz respeito à gráfica, o relevo, a escultura e a poesia.

O emprego de grandes massas pretas, compactas ou riscadas de inscrições, e planos de ferrugem induzem o olhar à uma experiência tátil multidimensional, na qual os espaços ora avançam, ora recuam, dentro de uma temporalidade muito singular.

Abertas a várias leituras, essas peças tanto podem evocar os grandes cascos de navios — que já foram tema de gravuras e poemas do artista (por exemplo, no livro “Cais”, de 2002) — como sua relação com a escrita, sua formação primeira como gravador (pelo uso intenso, quase exclusivo, do preto) e, ainda, sua experiência enquanto editor, particularmente nas peças que o autor chama, informalmente, de “livros”.

Completa a exposição o lançamento do impresso Cadernos de Lascas que reúne 15 imagens e poemas de Alberto Martins, sendo o primeiro precisamente "Diário de uma exposição", que diz: "Atravessar a cidade em busca de uma lata de tinta, ou de um prego, faz parte do trabalho. Como isso acontece é algo que a obra, não o artista, tem de responder.”

 

Sobre Alberto Martins

Artista plástico e escritor, formou-se em Letras pela Universidade de São Paulo em 1981. No mesmo ano iniciou sua prática de gravura com Evandro Carlos Jardim, na Escola de Comunicações e Artes da USP. Em 1985 estudou gravura no Pratt Graphics Center, em Nova York, e desde seu retorno ao Brasil participa de várias exposições no país e no exterior. Em 2007, a Estação Pinacoteca, em São Paulo, apresentou a retrospectiva "Em trânsito", reunindo gravuras e esculturas produzidas desde 1987. Em 2010, realizou a exposição "Cor, Corte, Ferrugem", sua primeira individual no circuito de galerias na Galeria Raquel Arnaud, que o representa desde 2007.

 

Como escritor publicou, entre outros, os livros “Cais” (Editora34, 2002), com xilogravuras do autor; “A história dos ossos” (Editora 34, 2005), segundo lugar no Prêmio Telecom de Literatura; “Em trânsito” (Companhia das Letras, 2010); e a novela “Lívia e o cemitério africano” (Editora34, 2013), que recebeu o Prêm,io APCA de melhor romance do ano. Em 2016, publicou “Caderno americano”, pela editora Lunaparque, juntamente com Fabrício Corsaletti.