Condo São Paulo 2019 | Contrato Colectivo Cromosaturado

DE 30 DE MARÇO A 8 DE JUNHO DE 2019

physichromie nº 463, 1969, tinta acrílica e lâminas de PVC em madeira, 62 x 61 x 4 cm

Contrato Colectivo Cromosaturado

A Galeria Raquel Arnaud tem o prazer de participar da edição do Condo de 2019 como galeria anfitriã, recebendo a parisiense Galeria Mor Charpentier com o artista Alexander Apóstol, em diálogo com o artista Carlos Cruz-Diez, representado pela Galeria Raquel Arnaud desde 1988.

Tendo como ponto de partida a arte cinética, desenvolvida especialmente por artistas venezuelanos em Paris na década de 1960, a exposição Contrato Colectivo Cromosaturado coloca em diálogo dois artistas através de diferentes perspectivas.

A arte cinética teve alta receptividade na Vezezuela nos anos 1960, que vivia um novo momento cultural acompanhado pela forte industrialização e urbanização devido à exportação de petróleo. Esses artistas eram associados aos avanços tecnológicos e o governo venezuelano foi um forte apoiador do movimento, tendo inclusive comissionado diversas obras. 

Depois de um período caracterizado pela multiplicação de projetos arquitetônicos modernistas (tendo Le Corbusier como modelo principal), a década de 1960 viu a transformacão de muitas fachadas e interiores por toda a Venezuela através da integração em grande escala da arte cinética na vida cotidiana e em espaços públicos. Suas cores vívidas e formas geométricas mudaram a percepção do espaço para os transeuntes e trabalhadores de áreas públicas, que por sua vez, se tornavam performers de tais obras.

Carlos Cruz-Diez, nascido em 1923 e radicado em Paris desde 1960, é um dos precursores deste movimento. Sua pesquisa gira em torno do fenômeno cromático percebido como uma realidade autônoma, onde o espectador participa ativamente da obra através das mudanças de cor e forma que se dão de acordo com o movimento deste mesmo espectador. Duas Physichromies (série de trabalho mais conhecida do artista) serão expostas na mostra, sendo uma delas de 1969, além de uma instalação da série Transchromie.

Alexander Apóstol, vem de uma outra geração de artistas venezuelanos. Nascido em 1969, vive entre Caracas e Madrid. Em algumas séries de seus trabalhos, o artista pesquisa o desenvolvimento e a herança da arte cinética em seu país de origem. No vídeo Contrato Colectivo Cromosaturado, dividido em seis capítulos, são ilustrados os princípios da arte cinética por meio de diferentes refrências visuais. Já na série Political Lessons, Apóstol cria uma narrativa visual na qual utiliza as cores de diferentes partidos políticos que se alternaram no poder desde 1941.

A partir da produção de dois artistas reconhecidos, cujas obras se encontram em coleções como Tate Modern, Londres; Centre Pompidou, Paris; Museum of Modern Art (MoMA), Nova Iorque; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; The Solomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque, Daros Collection, Suiça, dentre muitas outras, a exposição Contrato Colectivo Cromosaturado apresenta uma narrativa acerca da contrução da arte cinética concomitantemente a um forte desenvolvimento urbano a partir dos preceitos modernistas. Processo este que encontra um cruzamento com a história de diversos outros países latinoamericanos.

 

Sobre o Condo

O Condo é um projeto colaborativo criado em 2016. O projeto é anual e desenvolve um intercâmbio internacional, encorajando a realização de projetos entre galerias. O Condo acontece atualmente nas cidades de Londres, Nova Iorque, Cidade do México, Shanghai e São Paulo.

 

Sobre os artistas

Alexander Apóstol

Alexander Apóstol nasceu em 1969 em Barquisimeto, Venezuela. Ele atualmente vive e trabalha entre Caracas, Venezuela e Madri, na Espanha.

Abrangendo fotografia e vídeo, a obra de Apóstol procura expor fraturas no projeto modernista, tanto na Venezuela, como na América do Sul. Seu trabalho foi apresentado em eventos internacionais, incluindo a (próxima) EVA International em Limerick, Irlanda, com curadoria de Inti Guerrero (2018); Bienal de Xangai; Bienal de Gwangju (2018); BIENALSUR, comissariado por Agustín Pérez Rubio e Diana Wechsler (2017), Manifesta 9 com curadoria de Cuauhtémoc Medina (2013); Bienal do Mercosul, Brasil (2010); a Bienal de Veneza (2011), a Bienal de Praga (2003 e 2005); a Bienal de Cuenca (2004); a Bienal de Istambul (2003); Printemps de Septembre em Toulouse, França (2003); a Bienal de São Paulo (2002); PhotoEspaña em Madrid (2003); FotoFest em Houston, EUA (2002); a Bienal de Havana em Cuba (1997), entre muitos outros.

Suas obras fazem parte de importantes coleções públicas e privadas, como a Tate Modern em Londres, o Museu Guggenheim em Nova York, o Centre Pompidou em Paris, o Perez Art Museum em Miami e a Daros Collection na Suíça, entre outros. O trabalho de Alexander Apóstol tem sido apresentado em uma variedade de publicações como Vitamina PH (Phaidon, 2006), Arte Fotografia Agora (Thames e Hudson, 2005), Blink (Phaidon, 2002), Arte Digital (Thames e Hudson, 2003), Mapas Abiertos (Lunwerg, 2003), Imagem e Memória: Fotografia da América Latina (University of Texas Press, 1997), Pulsions Urbaines (edições Toluca 2017), entre outras.

Carlos Cuz-Diez

Carlos Cruz-Diez (Caracas, 1923) vive e trabalha em Paris desde 1960.

Cruz-Diez é considerado um dos principais expoentes da arte contemporânea. Iniciou sua pesquisa sobre a cor junto ao movimento cinético dos anos 1950-1960. O desenvolvimento de sua reflexão plástica ampliou nosso entendimento sobre a cor, demonstrando que a percepção do fenômeno cromático não está associada à forma. Cruz-Diez concebeu essa proposição no que ele qualifica como estruturas espaciais, “cromoestruturas” ou suportes para eventos cromáticos, dando origem ao que conhecemos como “Fisicromia”, “Transcromia”, “Indução Cromática”, “Cor Aditiva” e “Cromosaturação”. Em suas obras, demonstra que a cor, ao interagir com o espectador, converte-se em um acontecimento autônomo capaz de invadir o espaço sem o recurso da forma, sem anedotas, desprovida de símbolos.
Foi premiado na França, na Argentina e na Venezuela, e suas obras estão em diversos acervos: Archer M. Huntington Art Gallery, University of Texas (Austin); Casa de las Américas (Havana); Collection of Latin American Art, University of Essex (Colchester); Daros Latinamerican Collection (Zurique); Museum of Modern Art (Nova York); Irish Museum of Modern Art (Dublin); Josef Albers Museum Quadrat Bottrop; Musée d’Art Contemporain de Montréal; Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris; Musée national d’art moderne – Centre Georges Pompidou (Paris); Museo de Arte Contemporáneo (Bogotá); Museo de Arte Contemporáneo de Caracas Sofía Imber; Museo de la Solidaridad Salvador Allende (Santiago); Museum of Contemporary Art (Sydney); Museum of Fine Arts, Houston; Museum of Modern Art (Sydney); Muzeum Sztuki (Lodz); National Taiwan Museum of Fine Arts (Taichung); Neue Pinakotheke (Munique); Palais de l’Unesco (Paris); Sonja-Henie Museum of Modern Art (Hovikodden); Tate Gallery (Londres); The Blanton Museum of Art (Austin). 

Serviço:

Galeria Raquel Arnaud

Exposição

Abertura: 30 e 31 de março, das 14h às 18h

Visitação: de 1º de abril a 8 de junho de 2019

De segunda a sexta, das 10h às 19h, sábado, das 11h às 15h.

Rua Fidalga, 125 – Vila Madalena – Fone: 11. 3083-6322

 

Informações à Imprensa

Pool de Comunicação

Contatos: Marcy Junqueira e Martim Pelisson

Fone: 11. 3032-1599

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