EDUARDO SUED

De 08 Junho 2016 a 06 Agosto 2016

eduardo sued

Abertura: 8 de Junho, às 19hs

Para comemorar os 91 anos (10/06) de Eduardo Sued (Rio de Janeiro, 1925), a Galeria Raquel Arnaud realiza em sua homenagem uma exposição com obras inéditas, realizadas entre 2015 e 2016. Nesta mostra, que será inaugurada no dia 09 de junho, o consagrado artista traz ao público paulistano cerca de dez obras que destacam seu particular método construtivo.

As novas telas de Sued reafirmam, conforme o crítico Ronaldo Brito, que assina o texto da exposição, sua posição como um dos inventores de uma paleta contemporânea da arte brasileira de enorme potência cromática. O uso apurado da cor e um nexo estrutural muito rigoroso na construção de composições geométricas evidenciam, mais uma vez, o seu processo de trabalho fundamentado na investigação e na experiência.

Para Brito, a pincelada solta, o tratamento de superfície da tela que não é dramático e nem mecânico, refletem o apuro do artista na construção de suas obras. “Já não lidamos com figuras geométricas ideais, nem com suas contorções neoconcretas, e sim com uma geometria do acontecimento, indissociável agora de uma intensa (e, entre nós, inédita) irradiação cromática. O quadro estala na superfície mas só para afirmar sua natureza inquieta”, completa.

O vigor e a vitalidade de Sued também chamam a atenção. Perto de completar 91 anos, o artista não se intimidou com o convite para pintar telas de grande escala, com cerca de dois metros, depois de um longo período em que se dedicava apenas aos pequenos formatos. “A presente exposição, só com obras de grande formato, respira esses mesmos ares salubres. A paleta do veterano e exímio colorista transita entre negros profundos e vermelhos quase estridentes sempre a exalar um sentimento de confiança inabalável no tempo, precisamente, no tempo da vida”, afirma Ronaldo Brito.

Sobre o artista

Eduardo Sued (Rio de Janeiro, 1925) Pintor, gravador, ilustrador, desenhista, vitralista e professor. Gradua-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro, em 1948. No ano seguinte estuda desenho e pintura com Henrique Boese (1897 - 1982). Entre 1950 e 1951, trabalha como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1907). Em 1951, viaja para Paris, onde frequenta as academias La Grande Chaumière e Julian. Em sua estada na capital francesa entra em contato com as obras de Pablo Picasso (1881 - 1973), Joan Miró (1893 - 1983), Henri Matisse (1869 - 1954) e Georges Braque (1882 - 1963). Retorna ao Rio de Janeiro em 1953 e frequenta o ateliê de Iberê Camargo (1914 - 1994) para estudar gravura em metal tornando-se mais tarde, seu assistente. Leciona desenho e pintura na Escolinha de Arte do Brasil, em 1956 e, no ano seguinte, transfere-se para São Paulo, onde ministra aulas de desenho, pintura e gravura, na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, de 1958 a 1963. Em 1964, volta a morar no Rio de Janeiro e publica o álbum de águas-fortes 25 Gravuras. O artista não se vincula a nenhum movimento mantendo-se alheio aos debates da época. Sua carreira teve uma breve etapa pautada no figurativismo, mas logo se encaminha para abstração geométrica. Nos anos de 1970, aproxima-se das vertentes construtivas, desenvolvendo sua obra a partir da reflexão acerca de Piet Mondrian (1872 - 1944) e da Bauhaus. Entre 1974 e 1980, ministra aulas de gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ.