SÉRVULO ESMERALDO | OBJETOS NÔMADES

De 12 de agosto a 28 de outubro de 2017

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No segundo piso, Raquel Arnaud presta homenagem ao escultor, gravador, ilustrador e pintor Sérvulo Esmeraldo, morto no início do ano, ao realizar a mostra Objetos Nômades, com obras do artista selecionadas pela galeria, que o representa desde 2009. Paralelamente, à 6ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, que abre exposição no MuBE no mesmo período, também celebra Esmeraldo através do Projeto Arte e Indústria, que visa homenagear artistas cujos processos de criação estão relacionados à produção industrial.

 

Sobre o artista

Sérvulo Esmeraldo (Crato, CE, 1929 – Fortaleza, CE, 2017)

Escultor, gravador e desenhista, Sérvulo Esmeraldo iniciou-se profissionalmente no final da década de 1940, frequentando o ateliê livre da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), em Fortaleza. Transferiu-se para São Paulo em 1951. O trabalho temporário na Empresa Brasileira de Engenharia (EBE) nutriu seu interesse pela matemática e repercutiu em seu futuro: em 1957, trabalhando como xilógrafo e ilustrador do Correio Paulistano, expôs individualmente no Museu de Arte Moderna de São Paulo uma coleção de gravuras de natureza geométrica construtiva. O refinamento do seu trabalho foi decisivo para a obtenção da bolsa de estudos do governo francês que o levou, no mesmo ano, para uma longa estadia na França.

Em Paris, frequentou o ateliê de litogravura da École Nationale des Beaux-Arts e estudou com Johnny Friedlaender. Na década de 1960 dedicou-se à projetos movidos a motores, ímãs e eletroímãs. Utilizando-se apenas da magia da eletricidade estática chegou à série de Excitables, trabalho que o particularizou na arte cinética internacional.

Durante o tempo que morou em Paris, conviveu com outros artistas brasileiros e latino-americanos como Arthur Luiz Piza, Sergio Camargo, Lygia Clark, Julio LeParc, Carlos Cruz-Diez entre outros.

Em 1977 iniciou o retorno à terra natal, trabalhando em projetos de arte pública que incluíam esculturas monumentais na paisagem urbana de Fortaleza, cidade para onde se mudou em 1980 e que hoje abriga cerca de quarenta obras de sua autoria. Foi o idealizador e curador da Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras (Fortaleza, 1986 e 1991). Com diversas exposições realizadas e participação em importantes salões, bienais e outras mostras coletivas na Europa e nas Américas (Realité Nouvelle, Salon de Mai, Bienale de Paris, Trienal de Milão, Bienal Internacional de São Paulo, entre outras), sua obra está representada nos principais museus do país e em coleções públicas e privadas do Brasil e exterior. Em 2011, a Pinacoteca do Estado de São Paulo organizou importante retrospectiva da obra do artista.


Abertura: 12 de agosto, sábado, 12h às 16h

Exposição: 14 de agosto a 28 de outubro, seg-sex 10h-19h sáb 12h-16h