TÊNUE | CARLOS FAJARDO

10/11/2011 a 23/12/2011

TÊNUE | CARLOS FAJARDO

A exposição TÊNUE é composta por quatro conjuntos de obras inéditas do artista plástico, elaborados em diferentes suportes - desenho, fotografia, espelhos e filme -, a mostra foi projetada para ocupar o piso superior da Galeria.

O filme NU, que dá título à exposição, é uma sequência de fotogramas organizados por sobreposição se moldando cada um sobre o anterior. Em looping, são exibidas cerca de 30 fotos em alta definição que possuem a mesma característica: não estão em foco. Dessa forma, projetam imagens táteis, que intercalam o figurado e o abstrato, criando uma memória visual cromática.

O segundo conjunto é composto por cinco desenhos de dimensões 50cm por 100cm. São construções que utilizam uma variedade grande de materiais tais como chumbo, tecido, fotografia, espelho, malha de aço, feltro, etc. As imagens aos pares, apresentam caráter de oposição plástica em seus conteúdos normalmente envolvendo o reflexo do observador. O terceiro se constitui por doze fotografias que ocupam um espaço de 2,80 m por 4,00m, com imagens em sequência de um mesmo lugar: uma piscina azul. O último conjunto é formado por dois espelhos transparentes de grandes dimensões postos em frente um ao outro.

“A exposição `TÊNUE´ se assemelha a uma mostra que fiz anos atrás no SESC Belenzinho, em que o trabalho continha um plano e duas laterais enormes de espelhos, de maneira que o público se colocava dentro da obra. Não havia nesse caso, como agora, a relação fora x dentro que geralmente existe com a pintura, com o desenho, e sim uma relação dentro x dentro, que se mantém o tempo todo, porque o público se vê olhando o trabalho”, afirma Carlos Fajardo.

Segundo ele, a exposição na Galeria Raquel Arnaud se difere de suas mostras anteriores pela abordagem e pela participação do público. “As minhas exposições recentes não tinham o caráter intimista de `TÊNUE´. Em minha última mostra, no Centro Cultural São Paulo, apresentei uma instalação de grandes proporções, que era maior do que o público. Agora, a relação física de público x obras é completamente diferente”, afirma o artista. “Em TÊNUE, o púbico é participador e não espectador, para usar uma expressão cunhada pelo Hélio Oiticica. Ele se insere nos trabalhos e, dessa forma, os influencia pela presença e refletividade.”